Director: Bruno Pereira

 
Farmácia Serviço




 


 

Quadro interactivo multimédia pode revolucionar forma de dar as aulas

Um ensino mais dinâmico e motivador é o que pretende o Centro de Formação de Penalva e Azurara, que está a incentivar os professores a substituírem o tradicional giz e o retroprojector por um quadro interactivo multimédia.
esfa13.JPG
O anúncio foi feito ontem durante uma apresentação do projecto "Inovar com QI", em Mangualde que, juntamente com Penalva do Castelo, já tem 24 salas de jardins-de-infância e de escolas básicas e secundárias equipadas com o sistema.
De acordo com o director do Centro de Formação de Penalva e Azurara, José Miguel Sousa, foram 53 os professores que assumiram o compromisso de usar esta tecnologia nas suas aulas - em disciplinas como Matemática, Francês, Língua Portuguesa, Filosofia e Química - e de prestar informações sobre o que se passa.
E a verdade é que o aparelho captou ontem todas as atenções por parte dos alunos, ao mesmo tempo que, com uma “caneta” a servir de “rato”, a professora Ana Maria Amaral ia manipulando as imagens projectadas do computador e incentivava os alunos a acompanharem o seu raciocínio. No final, o balanço da lição de português do 11º ano foi positivo, com os alunos a garantirem que a matéria sobre a obra "Frei Luís de Sousa", que à partida poderia ser monótona, "até foi interessante".
"Se fosse uma aula com quadro normal era capaz de se tornar aborrecida”, explicaram alguns educandos, salientando a importância de disporem das novas tecnologias. Garantiram também que o sistema faz com que estejam “mais atentos e concentrados”, o que os leva a "assimilar melhor a matéria".
esfa3.JPG

Vantagens

A professora Ana Maria Amaral, uma adepta dos novos métodos de ensino, considera que ainda é cedo para avaliar se o uso do quadro interactivo vai levar a uma melhoria de notas. No entanto, não tem dúvidas de que "o interesse dos alunos é muito maior", na medida em que há “uma grande interacção com a turma”.
Além disso, referiu, os docentes deixam de ter de andar a requisitar salas e auditório, podendo os exercícios e esquemas ser transportados numa ‘pen’ ou num ‘CD’.
Os professores envolvidos no projecto - iniciado este ano lectivo e com a duração de três anos -, receberam previamente formação e, semanalmente, reúnem para trocar ideias e partilhar as suas experiências, um aspecto que José Miguel Sousa considera fundamental.
"O que está em causa é mudar as práticas dos docentes. A finalidade é a de melhorar a aprendizagem dos nossos alunos", sublinhou.
Para que a partilha de conhecimento seja a máxima possível, foram já colocados no sítio da Internet do projecto 260 "diários de bordo", ou seja, documentos disponibilizados pelos docentes utilizadores dos quadros interactivos onde descrevem a forma como preparam a introdução de conteúdos programáticos e decorrem as aulas.
O projecto envolve ainda quatro escolas não associadas ao Centro de Formação de Penalva e Azurara - do Porto, Ovar, Odivelas e do Funchal - de forma a ser possível explorar também as potencialidades de teleconferência dos quadros interactivos.
"Vão ser uma espécie de revolução tecnológica e um elemento aglutinador da turma", afirmou José Miguel Sousa, sublinhando que se trata de “uma nova dimensão dentro da sala de aulas”.

RTP 1

19 Abr 2007 - 7180 visitas











 

© 2007 Mangualde Online - Todos os direitos reservados - powered by